quarta-feira, 6 de outubro de 2010

"e não andavam mais com ele"


Por muitas vezes me perguntei o porque de muitos preferirem continuar no erro a aprender a verdade contida na Palavra de nosso Deus e Pai. Porque apesar de nos colocarmos a disposição, ministrando estudos, acompanhando e tentando ensinar, a grande maioria prefere continuar crendo naquilo que nem nosso Pai, nem o Seu filho, nem os profetas ou os apóstolos ensinaram, naquilo que lhes parece mais “vantajoso” crer?

Dizem-se cristãos convertidos, mas não aceitam a verdade, dizem amar a nosso Deus, mas não obedecem aos Seus mandamentos, dizem ser salvos, mas não procuram santificar-se por meio da verdade, dizem caminhar com Jesus porque tem “amor”, mas não entram pela porta estreita, o que estão esperando? Será que escutar as palavras de Jesus nos deixadas escritas por seu apóstolo Mateus em seu evangelho? “Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade”. [Mateus 7: 22, 23]

Gosto muito de ler os sermões de um pregador do século 19 que embora tenha sido participe da cristandade sabia muito bem dizer a verdade aos que o escutavam, e ontem ao ler um sermão seu encontrei um trecho que com certeza responde bem às questões acima levantadas.

Charles Haddon Spurgeon, pregando em 05 de fevereiro de 1882, sobre a passagem de João 6:66 "Desde então muitos dos seus discípulos tornaram para trás, e já não andavam com ele". Disse:

A deserção neste caso foi por causa da doutrina...A verdade era dura demais para eles, não podiam agüentá-la. "Duro é este discurso; quem o pode ouvir?".

Um discípulo verdadeiro senta-se aos pés do seu Mestre e crê no que lhe é dito, mesmo quando não consegue compreender o sentido, ou não vê as razões pelas quais o seu Mestre o diz; mas estes homens não tinham o espírito essencial de discípulo, e, conseqüentemente, quando o seu Instrutor começou a desvendar as partes mais recônditas do rol da verdade, eles não quiseram ouvir a Sua leitura delas. Eles estariam dispostos a crer quanto pudessem entender, porém quando não puderam compreender, giraram nos calcanhares e se foram da escola do Grande Mestre. Além disso, o Senhor Jesus Cristo tinha ensinado a doutrina da soberania de Deus e da necessidade do espírito de Deus para que os homens sejam levados a Ele, "porque bem sabia Jesus, desde o princípio, quem eram os que não criam, e quem era o que o havia de trair. E dizia: por isso eu vos disse que ninguém pode vir a mim, se por meu Pai não lhe for concedido". Aqui o nosso Senhor proferiu um bocado da velha e antiquada doutrina da livre graça, doutrina da qual hoje em dia o povo não gosta. Chamam-na "Calvinismo", e a colocam de lado, entre os velhos dogmas recebidos, dos quais esta época iluminada nada sabe. Que direitos eles têm de atribuir ao reformador de Genebra uma doutrina velha como os montes eu não sei. Mas o nosso Senhor nunca hesitou em arremessar essa verdade no rosto de Seus inimigos. Disse-lhes Ele: "Vós não credes porque não sois das minhas ovelhas, como já vo-lo tenho dito"; "Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou o não trouxer". Aqui Ele lhes diz claramente que não poderão vir a Ele, a não ser que o Pai lhes dê a graça para virem. Essa doutrina humilhante eles não puderam aceitar, e por isso foram embora. (CHS, Sermons, 28, 111-2)



Presb. Sérgio – igreja de Deus em São Paulo - SP

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