quinta-feira, 6 de setembro de 2012

AS TRÊS CHAMAS DO AMOR. Haya, Ahava e Dod


AS TRÊS CHAMAS DO AMOR. Haya, Ahava e Dod (LEIA COM ATENÇÃO).



Bem no meio da Bíblia, há uma coleção de poemas de amor hebraicos muito explícitos e eróticos que jovens rapazes judeus não têm permissão de ler até terem mais idade.
O Cântico dos Cânticos nos dá uma série de imagens do relacionamento entre homem e mulher. A alegria, o conflito, a perplexidade. É como se o amor que esse casal explora tivesse uma vida própria. A mulher diz várias vezes: “Não acordeis nem desperteis o amor até que ele o queira.” E é como se ela dissesse: “Seja o que for, é tão bom, é tão lindo, não podemos fazer nada para estragá-lo.
Nós usamos e abusamos dessa velha palavra “amor”, não é?
Nós dizemos que amamos uma pessoa, e logo depois falamos de como amamos um carro novo ou um certo par de calças. Afinal, eu amo a minha esposa. E eu também amo pastéis?
Nós temos que nos lembrar que o Cântico dos Cânticos foi escrito originalmente em hebraico, que tem três palavras pelo menos que correspondem ao nosso “amor”. A primeira é a palavra “raya”. “Raya se traduz literalmente como “amigo“ ou “companheiro“, alguém que lhe faz companhia. Pode até ser traduzido como o termo “alma gêmea”. As pessoas falam disso o tempo todo. E dizem coisas como: “Ela é minha melhor amiga” ou “Posso contra tudo para ele”. Estas são expressões de “raya”. Então vemos que no núcleo da relação entre esses amantes há uma amizade.
Outra palavra hebraica usada para “amor” é “ahava”. “Ahava” é um afeto profundo, o desejo de estar tanto com alguém que dói no seu coração. “Ahava” é quando sua mente e seu coração se voltam para o seu amante com tal paixão e intensidade que você não pensa em mais nada.
Minha esposa e eu fomos amigos por quatro anos, quatro anos de “raya”, antes que algo mais acontecesse. Eu morava em Los Angeles, e ela veio me visitar num fim de semana. Nós saímos pela primeira vez.
Havia uma sensação de expectativa no ar, devido `a nossa curiosidade. Sabe, “Será que há ‘ahava’ para complementar nosso ‘raya’?”
Lembro-me de estar sentado no restaurante em Santa Monica a alguns quarteirões do oceano. E senti a sensação de que eu preferia estar ali com ela naquele momento a estar em qualquer outro lugar do universo.
Os amantes afirmam no Cântico dos Cânticos que “ahava” é forte como a morte, que muitas águas não podem apagar o “ahava”. 
“Ahava” é o amor da determinação. Muito mais profundo que sentimentos românticos fugazes. Muito mais que anseios temporários. “Ahava” é tomar a decisão de unir a sua vida `a de outro. Essa é uma emoção que leva ao compromisso, que o leva a unir a sua vida `a vida de outra pessoa. “Ahava” é o que faz tudo perdurar.
Talvez isso ajude: vamos pensar nesses amores, nessas dimensões do relacionamento, como chamas.
Primeiro tivemos a chama do “raya”, que é como a amizade, o aspecto da alma gêmea na relação. Depois vem a chama do “ahava”, que é a chama do compromisso e da decisão de unir suas vidas.
Mas há uma terceira palavra hebraica para amor no Cântico dos Cânticos: a palavra “dod”.
“Dod” pode ser traduzido literalmente como “farrear, abalar, ou ameigar”. Acho que vocês entendem o conceito dessa chama. Essa palavra é usada em várias partes das Escrituras. Em Provérbios está escrito: “Vem, saciemo-nos de amores até pela manhã.” A mulher diz no Cântico dos Cânticos: “Beije-me ele com os beijos da sua boca porque melhor é o seu amor do que o vinho.” “Dod” é o elemento físico e sexual de um relacionamento. Daí onde tiramos a palavra grega “Eros” que é traduzida literalmente como “erótica”.
Então temos a nossa chama de “raya”.
Temos a nossa chama de “ahava”.
E temos a nossa chama de “dod”.
E no encontro desse homem e dessa mulher, todas essas chamas são combinadas. Jesus fala dessa idéia de seres se encontrando. Ele usa o termo “uma só carne” para descrever essa conexão entre um homem e uma mulher. Mas essa carne é muito mais que um ato físico: é a emoção, são os corações, são as mentes e experiências. É a mistura das almas.
Então essa reunião física torna-se uma imagem de uma profunda realidade espiritual.
Jesus nos ensina que o sexo é um ato espiritual, e que algo tão lindo, algo tão poderoso, destina-se a perdurar para sempre.
Sabe, uma chama queimando solitária nunca será tão quente quanto todas as chamas juntas. Afinal, fomos criados para queimar todas as chamas juntas. E pense em todas as formas em que estragamos isso.
Por exemplo, pense em um caso amoroso. Um caso são duas pessoas compartilhando da chama do “dod”, mas sem as outras chamas, sem o “raya” nem o “ahava”. Não há amizade. Não há compromisso. Não há lealdade nem sacrifício. Há o “dod” mas não há “raya” nem “ahava”. São duas pessoas tentando só com a chama de “dod” conseguir todo o calor das três chamas juntas.
Não se surpreende que a pessoa sinta-se vazia e insatisfeita. Fomos criados para muito mais. Então a pessoa retorna para essa única chama repetidamente, sem nunca ficar satisfeita.
Não pode.
E que tal um casal que está casado há anos, e ainda estão juntos, ainda há compromisso, ainda há um certo “ahava”, mas, honestamente, não há nada mais? Não há amizade. Não há sexo. E eles negligenciam as chamas que finalmente tremeluzem e enfraquecem, até apagar.
Ao separar as chamas, nunca se alcança a satisfação. Isso é como viver for a do plano que Deus criou para sua vida.
Talvez a nossa cultura não tenha idéia do que é a verdadeira sexualidade. Talvez o mundo ao nosso redor, no que se trata de sexo, esteja completamente por fora. Afinal, a verdadeira sexualidade é vasta e misteriosa. Envolve você como um todo. Você tem um corpo, também tem alma e espírito.
Amor é o encontro das almas dando tudo de si para o outro.
E agora: que você honre a maneira como Deus o criou. Que você tenha um respeito profundo pelo fato de ser um ente profundamente espiritual e misterioso, e que o amor é no fundo algo extremamente espiritual. Que você descubra que as três chamas foram feitas para queimar juntas. E que você descubra…
…A CHAMA MAIOR.
Texto: Rob Bell: http://youtu.be/4AQFj5aRV9w  
Imagem Fabrício Falco: http://www.fabriciofalco.com.br/ 

quarta-feira, 18 de julho de 2012

SINCERIDADE NÃO BASTA!!


Eu posso ser sincero, mas posso estar errado. Isto é verdadeiro e não podemos de forma alguma contrariar esta afirmação.
Quando o “Zé Mané” foi atravessar a estrada de ferro, acreditou sinceramente que não houvesse um trem por perto. Caso contrário, não teria perdido a sua vida naquele instante, esmagado pelo trem.
Numa determinada cidadezinha do interior, um médico receitou sulfato de bário para um paciente. Ao aviar a receita, o farmacêutico, por engano, trocou-o por sulfito de bário. A diferença entre os dois nomes é de apenas uma letra. O primeiro é utilizado para fins medicinais, e o segundo é um veneno mortal. O pobre paciente tomou o remédio trocado – e morreu. Evidentemente o farmacêutico usou de sinceridade ao aviar a receita, pensando ter dado o remédio certo. Mas em casos de vida ou morte, não é suficiente apenas ser sincero. É preciso ter certeza!
Veja bem, amigo, por mais sincero que você seja, se estiver acreditando numa coisa errada, isto não lhe salvará. E é muito pior crer numa coisa errada do que tomar um veneno mortal. Para este, felizmente, pode ser encontrado um antídoto.
Dizem por aí certo ditado enganoso: “Não importa em que você creia, desde que seja sincero”. Isto, provavelmente, parte do pressuposto de que todas as religiões são boas – desde que seguidas com sinceridade – e todas têm como destino o Céu. Mas a coisa não é bem assim!
Se você conhece um pouquinho de Bíblia, sabe que o apóstolo Paulo, além de zeloso, era muito sincero quando perseguia os cristãos. Mas ele precisava de um novo coração, um novo nascimento espiritual. Por mais zelo que tivesse, e por mais sincero que fosse, se não mudasse de vida, se não tivesse tido um encontro com Jesus, teria perdido a sua alma no fim.
As cinco virgens néscias eram muito sinceras quando foram assistir a um casamento. Elas até imploraram ao Noivo: “Senhor, senhor, abre-nos a porta!” A resposta que elas ouviram de dentro foi: “Em verdade vos digo que não vos conheço” (Mateus 25.1-13).
Os profetas de Baal estavam sendo totalmente sinceros quando clamaram a seus deuses para consumir o sacrifício com fogo – tão sinceros, inclusive, que chegaram a cortar-se com facas e lancetas, até o sangue escorrer, mas não obtiveram qualquer resposta de seus deuses (1Reis cap. 18).
Também os idólatras são muito sinceros quando adoram as suas imagens de gesso, pau e pedra. Os faquires hindus que fazem longas peregrinações, ou se deitam por anos em camas de pregos; e todos os que tomam banhos nas águas “sagradas” do rio Ganges, também são sinceros. Os muçulmanos que param todos os seus afazeres cinco vezes ao dia e caem de joelhos onde quer que estejam e fazem suas rezas a Alá; também eles são muito sinceros, mas sem o Salvador Jesus Cristo estão todos perdidos.
Agora, um aviso aos “evangélicos de carteirinhas”. Jesus deixa bem claro:
“Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus” (Mateus 7.21).
Muitos acreditam que têm um lugar reservado no Céu porque nesta vida estão profetizando no nome do Senhor, expulsando demônios em Seu nome, e fazendo “grandes” obras com sinais e “maravilhas” que não existem na Bíblia. Mas Jesus dirá naquele dia àqueles que têm suas “unçãos” estranhas e estão engordando cada dia mais: “Nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade!” (Mateus 7.23).
Seja sempre sincero, mas esteja com o certo e verdadeiro – O JESUS DAS ESCRITURAS.
Adail Campelo

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Namoro, noivado e casamento, o que a Bíblia diz?



O tema foi posto nesta ordem por ser atualmente a maneira gradual para se chegar ao casamento. Porém, para o bojo da matéria a ser analisada, começaremos com casamento, noivado e finalizaremos com o namoro.
Casamento: para início de conversa ele foi instituído por Deus no Éden, e Ele mesmo celebrou a união entre homem e a mulher dizendo que ambos eram agora uma só carne (Gênesis 2:24). O casamento é um prelúdio ou um simbolismo de Cristo e a sua Igreja. Assim como Cristo amou sua Igreja, o esposo deve amar sua esposa, entendendo que ela é a parte mais frágil, e da mesma sorte, a mulher deve respeitar seu marido, pois ele é o sacerdote da casa.
Ora, o casamento é algo abençoado por Deus, sendo o início de formação para a família (pai, mãe e filhos), e como bem preconiza a palavra de Deus, a família é a base que o Ele usa para sarar nações, como fez com Israel (as 12 tribos ou famílias de Israel) e em Gênesis 12 ao chamar Abrão para uma grande promessa, Ele diz que nele seriam benditas todas as famílias da Terra.
Vemos também que o primeiro sinal realizado por Jesus foi em um casamento, em Caná da Galiléia (João 2:1-12), deixando claro a benção para o casamento, transformando a água em vinho, sendo que o último simboliza a alegria que em todo o casamento tem que haver.
Ainda em Hebreus 13:4 que diz: “Digno de honra entre todos (os deveres sociais) seja o matrimônio (casamento), bem como o leito sem mácula (sem traição, infidelidade); porque Deus julgará os impuros e adúlteros” – Obs.: os grifados em vermelho são comentários do autor).
Fugindo um pouco da Bíblia, até mesmo no Código Civil Brasileiro, o casamento é lembrado como o “estabelecedor da comunhão plena de vida”, art. 1.511 do CC e diz mais, no art. 1.513 do CC se proíbe a interferência do Estado na família, ou seja, até o direito dos homens o reconhece como família, a união entre homem e mulher, art. 1.517 do CC (para o direito civil não existe casamento homossexual). A Constituição Federal no art. 226, do parágrafo 1º ao 5º, faz uma apologia, isto é, apóia ao casamento e tenta sempre unir em matrimonio homem e a mulher que vivem a união estável. Ainda nessa vertente, um dos maiores doutrinadores do direito civil chamado Silvio Rodrigues, diz que o casamento regulariza (legaliza) as relações sexuais afim de perpetuação da espécie.
Assim sendo, todo crente em Jesus JAMAIS poderá desprezar o casamento (não digo que é obrigado a se casar, mas se quer manter relações sexuais e formar uma família é OBRIGADO pela palavra de Deus a contrair matrimonio).
Noivado: na Bíblia, pouco exemplos são dados a respeito dele, porém existe, tanto é que nós (Igreja) somos chamada de “Noiva de Cristo” como em Apocalipse 21:9 e depois chama esposa, pois primeiro foi noiva, pelo que foi aprovada se tornando a esposa do Cordeiro.
Há também de se falar que a palavra desposada, é o termo também de noivado, que no Evangelho de Mateus 1:18 se faz esta citação, onde Maria estava desposada com José, ou seja, estava noiva de José.
Para a Bíblia, tanto o noivado como o casamento são contratos muito sérios, porém o noivado NÃO permite ainda a constituição da família bem como manter relações sexuais. O noivado é apenas o comprometimento de maneira a deixar claro e evidente a pretensão.
Vale ressaltar que, nesta época, os pais que agenciavam os casamentos. Traduzindo, os pais é quem escolhiam com quem os filhos iriam se casar, não necessariamente a pessoa, mas sim uma pessoa daquela família indicada pelos pais, como no caso de Jacó, não foi dado à ele a ordem de se casar com Raquel, mas sim com alguma mulher da casa de Labão.
Namoro: em nenhuma parte da bíblia você verá alguém namorando. O termo namoro surgiu recentemente, pois até no início do século passado tal adjetivo não era considerado, mas sim o compromisso como o supracitado.
Porém com os “tempos modernos” chegando e a liberalidade, libertinagem, movimentos contrários a Bíblia, aumento dos descrentes, falta de temor de Deus, apelo à sexualidade liberal, aumento da promiscuidade e muitos outros fatores, a idéia inicial de um compromisso sério, foi sendo enfraquecida pela diminuição da valorização do ser humano em suas relações.
Surgem em nossos dias outros nomes para namoro como, “corte”, “compromisso do rei”, “mulheres como Raquel” e outros. Posso lhe afirmar que tudo isso é uma maneira DESESPERADA das lideranças das Igrejas para tentar minar a lascívia e a prostituição entre a parte jovem da Igreja, tentando chamá-los para um compromisso que só o noivado e o casamento dá.
Seria muito covarde e errado de minha parte obrigar a todos que estão debaixo de minha liderança ou que me seguem aqui no blog ou me têm em apreço, a NÃO namorar, sendo que eu, antes de me casar também namorei.
Mas, isto não me impede de chamar a atenção em pontos que, se você quer namorar deve se atentar:
1-    Se você não pode noivar ou não tem como noivar ou mesmo não tem a intenção de noivar e casar, está proibido de iniciar este relacionamento;
2-    O bom seria 1 mês de namoro e logo depois o noivado, porém como sei que isto “não existe”, acho que o prazo máximo para isto seria de 6 meses;
3-    Sempre me perguntam sobre o beijo no namoro. Te digo que tanto no namoro como no noivado, se o beijo lhe faz “ABRAZAR”, que se case logo (naquele Mês mesmo) ou tome uma atitude drástica, se mude para o Alaska e volte só quando for casar ou termine, antes que a coisa piore;
4-    Tenha uma renda;
5-    Evite ficarem só os dois, sempre chame alguém para estar vos acompanhando nos lugares em que vocês forem;
6-    De vez em quando, ouço um homem chamar a namorada/noiva de minha mulher ou uma mulher chamar o namorado/noivo de esposo: te digo que tal homem não tem mulher coisa nenhuma, bem como a mulher ainda não tem esposo. Um só é do outro quando é de PAPEL PASSADO, caso contrário se este é seu esposo e se você for a mulher dele antes do casamento, estais em pecado, e todo pecado traz conseqüências;
7-    Escolha alguém que já tem um tempo considerável na fé;
8-    Busque sempre estar participando dos encontros que sua Igreja promove, não deixe de freqüentar os cultos, procurem se integrar em alguma área da Igreja (louvor, dança, intercessão, evangelismo e etc);
9-    Não se acanhe em confessar seus erros para os pastores, eles vão lhe ajudar, o que tens que ter é vergonha de pecar;
10- Por último, se você acha que tudo isto que foi escrito é para lhe fazer noivar e casar logo, pode ter certeza que você acertou na mosca. Se não tens o dom de Paulo (não se casar), procure se encaixar nesses itens e casa logo!
Finalizando o tema, o que você tem que buscar de verdade é se consagrar à Deus, que Ele te ajudará a encontrar a pessoa que lhe completará, por isto, santifique-se, ore, procure renovar sempre sua mente com o poder da palavra, e SAIBA escolher, escute bem os conselhos dos seus genitores, líderes e pessoas de confiança.
Que Deus, lhe abençoe e te dê sabedoria para conduzir seu casamento (para os casados), paciência para os noivos e santidade para quem está namorando.
Qualquer dúvida ou colocação, deixe um comentário.

domingo, 13 de maio de 2012

Mãe! Um anjo de Deus!





E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração; E as ensinarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te e levantando-te.  (Deuteronômio 6:6-7).

Ser mãe é um mistério, difícil de explicar. Deus concede-lhe uma força imensa, de uma dimensão que só uma mãe entenderá. Por um filho ela é capaz de entrar nas maiores pelejas, escalar montanhas, enfrentar grandes desafios, arriscar a sua vida. Tudo isso lhe parece tão natural que nem dá o devido valor. Afinal, trata-se do seu filho... e o forte vínculo afetivo que os une justifica tudo.

Normalmente, as mães alegram-se mais pelos sucessos dos seus filhos do que pelos seus próprios sucessos.

Ser mãe é um ministério precioso diante de Deus, com legitimidade para sobrepor-se a outros ministérios e atividades, pelo extremo valor que contém. É ver cumprido o verdadeiro sentido do amor, que “tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta” (I Coríntios 13: 7).

Comenta-se que porque Deus não podia estar fisicamente presente entre as pessoas, Ele criou as Mães para ocupar Seu lugar. A Escritura reafirma amplamente a influência da mãe no desenvolvimento moral e espiritual dos filhos. Na prática, uma mãe pode mostrar que “o temor do SENHOR é o princípio da sabedoria” (Sl.111.10). Essa sabedoria, cuja fonte é Deus, influi nas palavras e ações da criança. 

Diz uma lenda que o dia em que o bom Deus criou as mães, um mensageiro se acercou dele e lhe perguntou o porquê de tanto zelo com aquela criação. Em que, afinal de contas, ela era tão especial?

O bondoso e paciente Pai de todos nós lhe explicou que aquela mulher teria o papel de mãe, pelo que merecia especial cuidado. Ela deveria ter um beijo que tivesse o dom de curar qualquer coisa, desde leves machucados até namoro terminado. Deveria ser dotada de mãos hábeis e ligeiras que agissem depressa preparando o lanche do filho, enquanto mexesse nas panelas para que o almoço não queimasse. Que tivesse noções básicas de enfermagem e fosse catedrática em medicina da alma. Que aplicasse curativos nos ferimentos do corpo e colocasse bálsamo nas chagas da alma ferida e magoada.

Mãos que soubessem acarinhar, mas que fossem firmes para transmitir segurança ao filho de passos vacilantes. Mãos que soubessem transformar um pedaço de tecido quase insignificante numa roupa especial para a festinha da escola. 

Por ser mãe deveria ser dotada de muitos pares de olhos. Um par para ver através de portas fechadas, para aqueles momentos em que se perguntasse o que é que as crianças estão tramando no quarto fechado. Outro par para ver o que não deveria, mas precisa saber e, naturalmente, olhos normais para fitar com doçura uma criança em apuros e lhe dizer: "eu te compreendo. Não tenhas medo. Eu te amo", mesmo sem dizer nenhuma palavra.



O modelo de mãe deveria ser dotado ainda da capacidade de convencer uma criança de nove anos a tomar banho, uma de cinco a escovar os dentes e dormir, quando está na hora. Um modelo delicado, com certeza, mas resistente, capaz de resistir ao vendaval da adversidade e proteger os filhos, de superar a própria enfermidade em benefício dos seus amados e de alimentar uma família com o pão do amor.

Uma mulher com capacidade de pensar e fazer acordos com as mais diversas faixas de idade.

Uma mulher com capacidade de derramar lágrimas de saudade e de dor mas ainda assim insistir para que o filho parta em busca do que lhe constitua a felicidade ou signifique seu progresso maior.



Uma mulher com lágrimas especiais para os dias da alegria e os da tristeza, para as horas de desapontamento e de solidão.

Uma mulher de lábios ternos que soubesse cantar canções de ninar para os bebês e tivesse sempre as palavras certas para o filho arrependido pelas tolices feitas.

Lábios que soubessem falar de Deus, do universo e do amor. Que cantassem poemas de exaltação à beleza da paisagem e aos encantos da vida.

Uma mulher. Uma mãe, o anjo que vela, a mulher que ora, na esperança de que os seus filhos alcancem felicidade e paz. (A.D.)

E, sobre tudo isto, revesti-vos de amor, que é o vínculo da perfeição. (Cl 3.14) Esse é o amor de mãe, a única força capaz de fazer com que entendamos o sacrifício de Deus por nós. Somente Deus dá sentido à nossa vida.

Mamãe, que você seja alegre, amiga, bondosa, carinhosa, companheira, corajosa, determinada, intercessora, perseverante e, cheia do poder de Deus, é o desejo do nosso coração.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

RETRATO DE UM SERVO


- O que você deseja ser quando crescer?

É uma pergunta que todos gostamos de fazer às crianças. E as respostas mais comuns são: “Policial”, “Professora”, e às vezes “Bombeiro”. Alguns são mais ousados. Respondem: “Artista de televisão”, ou “Cantor”, ou “Jogador de futebol”.

Recentemente, um garoto me disse que queria ser mecânico ou lixeiro. Quando lhe indaguei por quê, deu-me uma resposta clássica para um menino de nove anos: “Para poder ficar sujo!”

Sorri, lembrando-me momentaneamente de minha própria infância. E entendi perfeitamente o que ele quis dizer.

Vamos pegar esta pergunta e revirá-la um pouco. Imaginemos que estamos perguntado a Jesus Cristo o que ele deseja que sejamos, quando crescermos. É uma pergunta inteiramente nova. E creio sinceramente que ele daria a mesma resposta a todos nós.

“Quero que você seja diferente... que seja um servo.”

Em minha vida toda, nunca ouvi alguém dizer que, ao crescer, gostaria de ser servo. Parece uma posição aviltante... humilhante... sem dignidade bastante.

Jerry White, em seu valioso Honesty, Morality and Conscience (Honestidade, Moralidade e Consciência), aborda essa questão de servir aos outros.

“Os cristãos devem ser servos tanto de Deus como das outras pessoas. Mas a maioria das pessoas encara o trabalho e os negócios – a vida em geral – com a seguinte atitude: o que posso obter disso? Em vez de: como posso contribuir? 

Às vezes gostamos de pensar em nós mesmos como servos de Deus. Quem não gostaria de ser servo de um rei? Mas, quando se trata de servir a outras pessoas, pomo-nos a questionar as conseqüências.

A idéia de servir a Deus nos faz sentir nobres; mas a de servir às pessoas nos faz sentir humilhados.

Servindo a Deus, recebemos recompensas; servindo às pessoas, principalmente àquelas que não podem retribuir-nos, não recebemos nenhum benefício visível, nem glórias – a não ser de Deus. Cristo nos deu o exemplo: ‘O Filho do homem... não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos.’ (Mt 20.28).

Para sermos servos de Cristo, temos que ser servos das pessoas. O conceito de servir as pessoas deve ser a base de tudo o que fazemos, no trabalho e nos negócios.

Ao servir, temos de pensar primeiro naquele a quem servimos. Um funcionário de uma firma que se dispõe a servir em seu trabalho está honrando a Deus, e aumentando seu próprio valor diante de seu empregador. Por outro lado, o empregado que procura servir a si mesmo dificilmente será valorizado por qualquer companhia.”

A ordem de Jesus: “seja diferente!”

Quando Jesus se achava aqui na terra, atraiu a si um grande número de pessoas. Certo dia sentou-se no meio delas, e pôs-se a ensinar-lhes algumas verdades básicas sobre o crescimento delas, segundo o desejo dele.

O relato deste seu “Sermão do Monte” encontra-se em Mateus 5,6 e 7. Se fossemos sugerir um título geral para este grandioso sermão, seria: “Seja diferente”. Várias vezes durante o sermão, Jesus apresenta a maneira de agir e sentir dos religiosos de seus dias, e em seguida instrui seus discípulos a serem diferentes deles


Mateus 5.21,22: “Ouvistes o que foi dito... Eu, porém, vos digo...”
Mateus 5.27,28: “Ouvistes o que foi dito... Eu, porém, vos digo...”
Mateus 5.33,34: “Ouvistes o que foi dito... Eu, porém, vos digo...”
Mateus 5.38,39: “Ouvistes o que foi dito... Eu, porém, vos digo...”
Mateus 5.43,44: “Ouvistes o que foi dito... Eu, porém, vos digo...”

Em Mateus 6, ele continua a explicar como deveriam ser diferentes nas esmolas para os necessitados (6.2), nas orações (6.5) e nos jejuns (6.16). O versículo-chave deste sermão é: “Não vos assemelheis, pois, a eles...” (6.8).

O fato é que Jesus enxergava o que havia por trás do orgulho e da hipocrisia daqueles religiosos, e estava resolvido a incutir nos discípulos traços de caráter tais como humildade e autenticidade.

Seu ensino diferente cortava aquela fachada de devoção religiosa como uma faca afiada corta a manteiga.

Até hoje, este sermão constitui o delineamento mais perfeito da contracultura cristã dada no Novo Testamento... oferecendo um estilo de vida totalmente oposto ao do sistema do mundo.

A introdução do sermão de Jesus é, sem dúvida alguma, a mais conhecida passagem dele, e se acha em Mateus 5.1-12. Trata-se da descrição mais exata do retrato de um servo cristão.

Extraído do livro Eu, um servo? Você está brincando! Autoria: Charles Swindoll

SINAL DE ALERTA? MUDE DE DIREÇÃO!



Pedro ouviu o "sinal". O galo cantou pela segunda vez. O que ele fez?

"E logo cantou o galo pela segunda vez. Então, Pedro se lembrou da palavra que Jesus lhe dissera: Antes que duas vezes cante o galo, tu me negarás três vezes. E,caindo em si, desatou a chorar."(Marcos14.72 - grifo do autor)

Ele caiu em si. Ao fazer isso, sentiu um grande desespero e desatou a chorar. Contudo lembrou-se das palavras de Jesus: "Simão, Simão, eis que Satanás vos reclamou para vos peneirar como trigo! Eu, porém, roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça; tu, pois, quando te converteres, fortalece os teus irmãos". (Lucas 22.31-32)

Ao lembrar-se dessas palavras, Pedro tomou novo ânimo. Ele não estava condenado. Arrependeu-se do que fizera e converteu o coração ao Senhor. Fazendo isso, teve condições de fortalecer os outros.

Pedro não sucumbiu. Ao perceber o sinal e ver que tinha errado, mudou de rumo. Não ficou prostrado, chorando; nem deu cabo da vida. Pelo contrário, levantou-se e caminhou.

E, ao levantar-se, recebeu de Jesus uma missão: "Depois de terem comido, perguntou Jesus a Simão Pedro: Simão, filho de João, amas-me mais do que estes outros? Ele respondeu: Sim, Senhor, tu sabes que te amo. Ele lhe disse: Apascenta os meus cordeiros. Tornou a perguntar-lhe pela segunda vez:

Simão, filho de João, tu me amas? Ele lhe respondeu: Sim, Senhor, tu sabes que te amo.Disse-lhe Jesus: Pastoreia as minhas ovelhas. Pela terceira vez Jesus lhe perguntou: Simão, filho de João, tu me amas? Pedro entristeceu-se por ele lhe ter dito, pela terceira vez: Tu me amas? E respondeu-lhe: Senhor, tu sabes todas as coisas, tu sabes que eu te amo. Jesus lhe disse: Apascenta as minhas ovelhas. Depois de assim falar, acrescentou-lhe: Segue-me (João21.15-19 – grifo do autor)

E Pedro mudou de rumo e seguiu a Jesus.

E o livro dos Atos de Apóstolos mostra como foi maravilhosa a mudança de direção de Pedro. Transformou-se em um líder, cheio do poder e da graça de Deus: Então, se levantou Pedro, com os onze; e, erguendo a voz, advertiu-os nestes termos:

Varões judeus e todos os habitantes de Jerusalém, tomai conhecimento disto e atentai nas minhas palavras. Ouvindo eles estas coisas, compungiu-se-lhes o coração e perguntaram a Pedro e ao demais apóstolos: Que faremos, irmãos? Respondeu-lhesPedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo. Pois para vós outros é a promessa, para vossos filhos e para todos os que ainda estão longe, isto é, para quantos o Senhor, nosso Deus, chamar. Com muitas outras palavras deu testemunho e exortava-os, dizendo: Salvai-vos desta geração perversa.

Então, os que lhe aceitaram a palavra foram batizados, havendo um acréscimo naquele dia de quase três mil pessoas." (Atos 2.14,37-41 - grifo do autor)

Ao ouvirmos o sinal de alerta, temos de fazer como Pedro: levantar e caminhar, mudando nossa direção, nosso futuro, nosso ministério, enfim, nossa vida.

Sejam conseqüências de falhas nossas ou de peso que as circunstâncias queiram impor a nós, nada pode nos impedir de avançar.

Alguns afirmam: "Eu sou gordo porque meu pai era gordo".

Invocar maldições hereditárias é uma forma de nos isentar de nossa responsabilidade. Se não mudarmos o rumo de nossa vida, não haverá quebra de maldição que resolva nossos problemas.

"Por quê, pois, se queixa o homem vivente? Queixe-se cada um dos seus próprios pecados". (Lamentações 3.39)

"Pastor, o senhor não conhece a mulher que eu tenho". Deixemos as desculpas de lado. A sua responsabilidade não é mudar o rumo dela, mas o seu.

"Respondeu-lhe Jesus: Se eu quero que ele permaneça até que eu venha, que te importa? Quanto a ti, segue-me". (João 21.22 - grifo do autor)

A escolha é sua. Ou você muda de rumo ou seu casamento vai bater numa montanha de gelo e afundar. Ou você controla seus gastos ou vai passar dificuldades. Se não escutar o que Deus está falando não terá futuro.

"Ah! Se o meu povo me escutasse, se Israel andasse nos meus caminhos! Eu o sustentaria com o trigo mais fino e o saciaria com o mel que escorre da rocha." (Salmo 81.16)
 
Essa rocha é Jesus.

Quer mel da rocha? Escute a Deus.

Deseja comer o melhor desta terra? Ouça ao Senhor.

"Se quiserdes e me ouvirdes, comereis o melhor desta terra."(Isaías 1.19)

Extraído do livro  Mude de Rumo Antes que Seja Tarde – autoria Dr. Silmar Coelho

Um Antídoto para o Cansaço


Nosso ritmo, a atividade incessante, o barulho, as interrupções, os prazos finais e as exigências, o programa diário, e os periódi­cos sentimentos de fracasso e futilidade bom­bardeiam nossos seres como o bombardeio de uma cabeça de ponte na praia.

Nossa tendên­cia natural é abanar uma bandeira branca, gritando: "Desisto! Eu me entrego!"

Este, na­turalmente, é o extremo perigoso de estar cansado — a decisão de abandonar a embarcação, de atirar a toalha, de ceder ao desânimo e desistir. Não há nada de errado ou antinatural com sentir cansaço, mas é completamente errado abandonar o navio no meio da bata­lha.

Cansar-se é a conseqüência de muitas expe­riências — nenhuma delas má, porém, todas elas exaustivas. Para citar apenas algumas:

Podemos estar cansados de esperar"Estou cansado de clamar; secou-se-me a garganta. Os meus olhos desfalecem de esperar por meu Deus" (Salmo 69:3).

Podemos estar cansados de estudar e apren­der. "Não há limite para fazer livros, e o muito estudar é enfado da carne" (Eclesiastes 12:12).

Podemos estar cansados de combater o ini­migo. "Este se levantou, e feriu os filisteus, até lhe cansar a mão e ficar pegada à espada" (2 Samuel 23:10).

Podemos cansar-nos de crítica e perseguição. Estou cansado do meu gemido; toda a noite faço nadar a minha cama no choro, e molho o meu leito com lágrimas. Os meus olhos vão-se consumindo pela mágoa; têm envelhecido por causa de todos os meus inimigos (Salmo 6:6-7).

Muitas e muitas coisas são ótimas em si mesmas, mas nossa força em seus limites. . . e antes que passe muito tempo a fadiga puxa nossos pés de debaixo de nós. Quanto mais tempo o cansaço se alonga, tanto mais enfren­tamos o perigo daquela condição cansada, que agarra nosso homem interior pela gar­ganta e estrangula nossa esperança, nossa motivação, nossa chama, nosso otimismo, nosso encorajamento.

À semelhança de Isaías, desejo dizer "a palavra que ampara o cansado" com uma pala­vra de estímulo (Isaías 50:4). Visto que nosso Senhor nunca se cansa, ele pode dar força ao cansado — realmente ele pode! Se você ques­tionar isto, deve parar e ler Isaías 40:28-31.

Faça-o agora mesmo.

Entendamos, porém, que Deus não dá força e estímulo como um farmacêutico avia a re­ceita. O Senhor não promete dar-nos algo para tomarmos de modo que possamos en­frentar nossos momentos de cansaço. Ele nos promete sua própria Pessoa. Isso é tudo. E é suficiente.

O Salvador diz:

"Vinde a mim todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para as vossas almas. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve"  (Mateus 11:28-30).

E Paulo escreve: Pois ele é a nossa paz. . . (Efésios 2:14).

Em lugar de nossa exaustão e fadiga espiri­tual, ele nos dará descanso. Tudo o que ele pede é que vamos a ele. . . que passemos algum tempo pensado nele, meditando sobre ele, falando com ele, ouvindo em silêncio, ocupando-nos com ele — total e completamen­te perdidos no esconderijo de sua presença.

Considerai... para que não vos canseis, desfalecendo em vossas almas (Hebreus 12:3).

O cansaço, por favor observe, pode resultar em desmaio.

Está você cansado? Oprimido? Angustiado?

Venha ao Salvador.

Venha imediatamente, venha repetidamente, venha ousadamente. E descanse.

Quando foi a última vez que você veio ao Senhor, totalmente só, e lhe deu sua carga de cuidados?

Não admira que você esteja desanimado. Você está cansado!

Venha. Descanse. Ele pode tomar para si o seu problema.

Extraído do livro dê-me ânimo de autoria de Charles R. Swindoll
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